terça-feira, 1 de novembro de 2011

O modernismo visto do avesso


Fonte: Folha de S. Paulo - 29/10/2011

A história da literatura brasileira, tal como é ensinada nos manuais e reproduzida na universidade, arma-se sobre uma lógica "centralista, centrípeta e excludente", traços que partilha com a organização política e econômica do país, afirma Luís Augusto Fischer, Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um dos principais nomes da nova geração de críticos literários no Brasil, em O modernismo visto do avesso. É preciso, portanto, reescrevê-la, conclui o autor de Literatura Brasileira: Modos de usar (L&PM) e Machado e Borges (Arquipélago).
Comprarei o meu exemplar hoje mesmo, pois esse texto eu quero ver de perto, pois sempre observei o Modernismo no Brasil a certa distância e como um modelo frouxo e permissivo, prestador de um desserviço à poesia brasileira que a partir da mal entendida liberdade, caiu, muitas vezes, como dizia o mestre Ildásio Tavares, na permissividade e no vulgarismo.

Clicando AQUI se poderá ler uma boa entrevista com o autor.

3 comentários:

Hilton Valeriano disse...

Ainda chegará o tempo de reconhecer os malefícios que o movimento modernista proporcionou à poesia brasileira. E também se reconhecerá a visão equivocada de Antonio Candido. Como o parnasianismo e simbolismo, movimentos repletos de gigantes, foi prejudicado nos manuais de literatura das escolas, devido ao modernismo...

Raphael Coutinho disse...

Olá Gustavo,

também achei interessante a leitura do Fischer: o próprio título "Formação", do Cândido, remete a uma leitura marxista mediada, no caso, por Adorno. No trabalho de Michel de Certeau sobre as Operações historiográficas, permite-nos uma leitura da obra de Cândido a partir do três conceitos: Lugar social (contexto), Procedimentos de análise (tradição) e construção de um texto (individualidade); que chega por outras vias a leitura semelhante do Fischer sobre o Cândido. Mas me parece -- ainda não li o livro! -- que o objetivo do Fischer é de 'desconstruir' o modernismo de A. Cândido e, conseqüentemente,abrir uma seara para uma interpretação, que não seja alternativa, do movimento modernista. Seria importante também rever os trabalhos do José guilherme Merquior, autor de competência conhecida e que anda esquecido principalmente nos meios acadêmicos - quem sabe se de propósito; o Merquior foi uma exceção à regra dessa leitura "estruturalizante". Outro de calibre, Carpeaux, pena que escreveu pouco sobre a literatura brasileira!

abs,


Raphael Coutinho

Gustavo Felicíssimo disse...

bela leitura, Coutinho. é isso aí mesmo.