domingo, 26 de dezembro de 2010

Entre os gaviões


A manhã está azul e entremeada por nuvens. O vento leste irrompe rio adentro e por um momento estremece os galhos das árvores mais altas.
Sigo na direção do vento e a todo o momento gaviões me acompanham sem preocupações fatais ou medo. Eu os contemplo e fraternalmente admiro a liberdade que possuem.
Do modo como se oferecem, talvez pressintam que passa um poeta. Emudecido, paro para admirá-los, como tantas vezes fiz durante o ocaso. Um deles pousa a poucos metros de mim.

sobre meu haikai
a sombra de um gavião –
velho samurai
gavião, também conhecido como carcará

2 comentários:

evandro mezadri disse...

Belo hai-kai, Gustavo!
Lembrou-me Leminski.
Abraço, sucesso, feliz 2011!

Por que você faz poema? disse...

Adeus, ano novo!