domingo, 15 de abril de 2012

Um poema novo a cada dia


Sou dono do silêncio,
esse código feito de grades e fechaduras.
Também sou dono dessa imensa
insatisfação que me acompanha.
Ouve-me, leitor, pois me revelo mudo!
Apesar disso, trago um farol
          estampado na face
e estampidos de fogos no peito.
Trago também um poema necessário,
tão necessário quanto o pão e o vinho,
um poema novo a cada dia.

*Poema vencedor da 29ª edição do Prêmio Yoshio Takemoto de Literatura (SP). Na mesma edição também tive um conto premiado, trata-se de O Amigo de Caymmi, que em breve publicarei aqui.

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