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quarta-feira, 28 de março de 2012

Millôr Fernandes deixa o Brasil enlutado


Neste fatídico dia 27 de março faleceu o mestre Millôr Fernandes, aos 87 anos de idade, em sua casa. Uma pena! Um AVC no início de 2011 já havia sido o motivo de sua internação no CTI do Hospital São Vicente, no Rio de Janeiro. Na oportunidade ele também teve complicações renais e fora submetido a diálise.
Segundo o jornalista da Band Ricardo Boechat, que conversou com o filho de Millôr, Ivan Fernandes, o corpo do escritor será velado nesta quinta-feira, dia 29, a partir das 10h, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária do Rio. Em seguida, às 15 h, o corpo será cremado.
A presença de Millôr Fernandes no meu imaginário está muito ligada às suas traduções que fez de Shakespeare e ao haikai. A ele se deve muito do desenvolvimento dessa forma poética no Brasil, sempre a partir das suas tiradas humorísticas nas revistas O Cruzeiro, primeiramente, e depois na Veja. Millôr deu um ar descontraído ao haikai, o aproximando do poema-piada, tratando sempre de questões unicamente humanas, em tom irônico ou satírico.
Em seu livro Hai kais, em breve introdução à obra, Millôr afirma ver o haikai como uma forma fundamentalmente popular e, inúmeras vezes, humorística. E assim compôs e publicou os seus sempre acompanhados por ilustração que acentua o sentido cômico dos seus versos.

Alguns haikais de Millôr Fernandes

Viva o Brasil
Onde o ano inteiro
É primeiro de abril

***

O velho pinho
Não dá mais pinha;
Só passarinho

***

Velho de dar dó.
Se for espanado
Volta ao pó.

***

Escritores:
Pensador é o que cita
Pensadores!

***

Esquece os preitos.
No banheiro só existem
Teus defeitos

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Millôr Fernandes está internado no Rio


Será sempre chato dar esse tipo de notícia, principalmente quando ela diz respeito a um escritor do qual gosto imensamente. O fato é que um AVC foi o motivo da internação de Millôr Fernandes, aos 86 anos, na última terça-feira (01/02). Ele está internado no CTI do Hospital São Vicente, no Rio de Janeiro e respira por aparelhos. O escritor também teve complicações renais e está fazendo diálise.
A presença de Millôr Fernandes no meu imaginário está muito ligada às suas traduções que fez de Shakespeare e ao haikai. A ele se deve muito do desenvolvimento dessa forma poética no Brasil, sempre a partir das suas tiradas humorísticas nas revistas O Cruzeiro, primeiramente, e depois na Veja. Millôr deu um ar descontraído ao haikai, o aproximando do poema-piada, eliminando a métrica, título e referências às estações do ano, contribuindo para o aparecimento de jovens poetas. Esse formato é também conhecido por Senryu por tratar de questões unicamente humanas, em tom irônico ou satírico. 
Em seu livro Hai kais[1], em breve introdução à obra, Millôr afirma ver o haikai como uma forma fundamentalmente popular e, inúmeras vezes, humorística. E assim compôs e publicou os seus sempre acompanhados por ilustração que acentua o sentido cômico dos seus versos.
            Alguns haikais de Millôr Fernandes:

Viva o Brasil
Onde o ano inteiro
É primeiro de abril

***

O velho pinho
Não dá mais pinha;
Só passarinho

***

Velho de dar dó.
Se for espanado
Volta ao pó.

***

Escritores:
Pensador é o que cita
Pensadores!

***

Esquece os preitos.
No banheiro só existem
Teus defeitos


[1] Editora Senzala, 1968