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terça-feira, 17 de julho de 2012

O triunfo do amarelo


Sosígenes Costa

Luta o amarelo contra o verde, agora,
no esforço de vencê-lo e confundi-lo.
E assim derrama, esdrúxulo, na flora
sépia, topázio, abóbora, berilo.

Transforma o bronze e anula o jade: e aquilo
que é verde-negro, aurífero, colora.
No esforço de vencê-lo e confundi-lo
luta o amarelo contra o verde agora.

Aves azuis se pintam chinesmente
de jalde. E a própria flor da rubra amora
toda se pinta de âmbar louro, ardente.

E a luz do sol, sinfônica e sonora,
dos céus rolando, em mágica torrente,
a gama inteira do amarelo explora.

Trata-se de um poema datado de 1928. Em: Melhores poemas de Sosígenes Costa. Org. Aleilton Fonseca, p. 49.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Melhores poemas de Sosígenes Costa será lançado hoje, sábado, 14, na cidade natal do poeta


No próximo sábado, dia 14 de julho, haverá o lançamento do livro MELHORES POEMAS DE SOSÍGENES COSTA. Organizado por Aleilton Fonseca, o volume acaba de sair pela editora Global, de São Paulo, em edição nacional, na Coleção Melhores Poemas, com direção da escritora Edla van Stein. Além de organizar a coletânea, Fonseca também fez o estudo crítico introdutório sobre a obra lírica do poeta Baiano.
Sosígenes Costa nasceu em Belmonte, em 14 de novembro de 1902, viveu muitos anos em Ilhéus, e depois no Rio de Janeiro, onde faleceu, em 5 de novembro de 1968. Deixou apenas um livro publicado Obra poética (1959), que recebeu o primeiro Prêmio Jabuti de poesia, em 1960.
O poeta foi redescoberto no final da década de 70, através de um ensaio Pavão parlenda paraíso, de José Paulo Paes, da reedição do seu livro de estreia, ampliado e organizado por Paes, e da edição do longo poema narrativo Iararana (1979). No final dos anos 90, sua obra voltou à tona, graças a um ensaio original de Gerana Damulakis, Sosígenes Costa - o poeta grego da Bahia (1996). Em 2002, o centenário do poeta foi comemorado na ALB, através de um seminário promovido pela revista Iararana, então editada por Carlos Ribeiro e Aleilton Fonseca. Em seguida, a publicação da revista Iararana (14 números), a Poesia completa (Conselho de Cultura da Bahia), a coletânea crítica A Sosígenes com afeto (Org. Hélio Pólvora) e Travessia de oásis. A sensualidade da poesia de Sosígenes Costa (Florisvaldo Mattos) consolidaram o nome do autor, chamando a atenção para sua obra. Surgiram então artigos,e studos e ensaios sobre a obra do poeta dos pavões e das paisagens atlânticas. Em 2007, a pesquiadora carioca Jane Malafaia defendeu uma dissertação de mestrado (O modernismo singular de Sosígenes Costa) na Universidade Federal Fluminense, e em setembro próximo defende tese de doutorado (a primeira sobre o poeta) na mesma UFF, sobre os torneios das metáforas na poesia de Sosígenes Costa.
O livro MELHORES POEMAS DE SOSÍGENES COSTA insere o poeta belmontense numa seleta coleção da melhor poesia brasileira de todos os tempos, fazendo jus ao seu valor estético, temático e cultural. Estarei lá para conferir.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nhô Guimarães, nesta sexta e sábado em Ilhéus


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Nhô Guimarães é uma adaptação do romance homônimo de Aleilton Fonseca, escritor grapiúna membro da Academia de Letras da Bahia, para a linguagem teatral. O livro foi concebido em 2006, como forma de homenagear os 50 anos de publicação de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. O espetáculo, em forma de monólogo, transpõe para o palco a vida, as ideias e a mítica do nosso sertão, privilegiando a linguagem falada rica em neologismos, recheadas de palavras incomuns, próprias dessas regiões. Esse tratamento é mantido na encenação como forma de valorização da diversidade linguística, existente na língua portuguesa.
A estória é apresentada através dos causos contados por uma senhora octogenária a um visitante. Entre uma estória e outra, a narradora cita a presença de um amigo do falecido marido, Nhô Guimarães, senhor de jeitos elegantes, que sempre os visitava, com "seu ouvido bom de ouvir causos e seus óculos pretos de aros redondos". Uma referência direta ao escritor mineiro João Guimarães Rosa. Enquanto relata suas lembranças, a velha desenvolve ações cotidianas, como coar um café, fazer bolinho de feijão, fumar cachimbo, busca-se criar uma transposição de quem assiste para o ambiente do cotidiano interiorano.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um aniversário muito especial


Neste dia 16 de dezembro o São Paulo, meu time do coração, comemora 75 anos de fundação, de muitas vitórias, títulos nacionais e internacionais, como por exemplo, o Hexa nacional e o Tri mundial, conquistas que o converteu na terceira maior torcida do Brasil (dados do IBGE) e o mais respeitado clube brasileiro mundo afora.
Por tudo isso, deixo aqui a minha homenagem em forma de poesia para o time que aprendi a gostar através do meu saudoso pai.

SÃO PAULO F.C.

Para Rogério Ceni, ídolo
Para Aleilton Fonseca, tricolor

Sabe-se lá o que é torcer,
cantar, vibrar com esse time,
essa nação de tricolores
cuja memória é sublime,

que no presente honra o passado
e no gramado é respeitado,

é destemido e vencedor,
tão imponente quanto o sol
e tão valente até na dor?

Sabe-se lá o que é torcer,
ser são-paulino até morrer?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sugestão de leitura

Convido a todos para acessarem o blog dedicado à 2ª edição de Diálogos – Panorama da Nova Poesia Grapiúna, obra que lançaremos no próximo dia 11 de dezembro, na Academia de Letras de Ilhéus. Na oportunidade teremos a presença de Jorge de Souza Araujo (prefaciador da obra) e Aleilton Fonseca (membro da Academia de Letras da Bahia).


Conheçam, divulguem!