
Descobri que há várias versões para a origem da Dança dos Sete Véus. Daquelas que encontrei, a mais bela é, sem dúvida, a que tem origem em uma antiga lenda babilônica, contada por Diane Ferguson, com tradução de Gian Celli, que diz que a deusa Ishtar para recuperar Tammuz, seu marido assassinado, desce ao mundo subterrâneo a fim de resgatá-lo do reino de sua irmã, Erishkigal. Ao descer, Ishtar passa por sete portais e em cada um deles deixa uma de suas vestes que lhe conferem poder, até chegar nua e indefesa como todos os mortais. Ela consegue seu intento, mas paga alto preço: seu marido, deveria passar metade do ano em liberdade, mas a outra metade deveria retornar para viver no submundo, com Erishkigal. Foi assim que Tammuz passou a ser dividido entre as duas irmãs, uma, a Rainha do Céu, a outra, a Rainha do Submundo. Quando estava com Ishtar, na Terra, a Deusa ficava feliz e a natureza e a humanidade floresciam, mas quando ele retornava ao submundo, a consternação de Ishtar fazia com que toda vida fenecesse.
Na dança, para cada portal atravessado pela deusa, a bailarina despe-se de um véu, para cada um, executa um movimento diferente, sugerindo um sentimento ou uma expressão variada. Após empreender a pesquisa, acabei cometendo o poema abaixo.
A DANÇA DOS SETE VÉUS
Toda essa vida é como a vela
e toda vela é como a luz
da lua clara sob um céu
cheio de estrelas, andaluz;
em sua essência e formosura
toda essa vida é uma ventura,
feito a dança dos sete véus
e a dançarina seminua
entre os portais do próprio céu:
tal qual a vela a dança encanta
ao mostrar a sua face santa.
Um comentário:
Adicionei seu poema ao video que editei.
Achei lindo.
Parabéns e boa sorte.
https://www.youtube.com/watch?v=2K3gwOMnhX0
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