quarta-feira, 20 de abril de 2011

Estreia o Imperdível Sangue Latino


A partir da próxima segunda-feira, dia 25, e pelas próximas 18 semanas, na TV Cultura e Canal Brasil, às 20h45, poderemos assistir ao programa Sangue Latino, uma série de entrevistas conduzidas pelo jornalista, escritor e tradutor Eric Nepomuceno com nomes marcantes das artes. A ideia é construir um prisma de pontos de vista a respeito do Brasil e seus vizinhos latino-americanos. O programa de estréia terá como entrevistado o compositor e escritor Chico Buarque, que fala sobre o encontro de gerações, ditadura militar, socialismo e sua ligação com os países da América Latina, sobretudo Cuba.
Sugiro uma visita ao site do programa, clicando AQUI.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Um Rio que Corre


            Antônio Brasileiro

Um rio que corre é a melhor imagem:
ser como o rio é não ser mesmo nada.
Desemboca-se no mar, no mar, no mar
            de todas as águas.
Hei de mudar minha vida. Hei de ser
elementar como um grito
de alegria –
                        ou um filho
que retorna e traz nas mãos o orvalho
das jornadas:
            são teus, meu pai, os frutos
            duramente
            não colhidos.

Outros poemas do autor: AQUI.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

55ª Edição da Diversos Afins


A revista eletrônica Diversos Afins está no ar com a sua 55ª Edição. Já dei uma bisbilhotada em tudo e sugiro, sobretudo, atenção especial às fotografias de Cristina Carriconde e à ótima entrevista com  o cantor e compositor, Sérgio Britto, ainda nos Titãs.
Mas há muito mais por lá, como por exemplo:
- Poemas de Hilton Valeriano, Cyro de Mattos, Débora Tavares, Edson Bueno de Camargo, Josely Bittencourt, Silvia Favaretto e Nicolau Saião.
- A prosa de Wesley Peres, Gerusa Leal e Nilto Maciel.

Eis o link AQUI.

sábado, 16 de abril de 2011

Catedrais Suspensas - Último Sábado em Cartaz

Passei a semana inteira com um sério problema de saúde, provocado por uma hérnia de disco, que me levou a colocar em dúvida a minha participação no show de hoje à noite, com a banda Enttropia, na Casa dos Artistas, em Ilhéus. Passei quinta e sexta-feira acamado, mas hoje estou melhor, embora esteja me locomovendo com dificuldades.
Como disse ao pessoal da banda, não deixarei de comparecer, de dizer os meus poemas para quem os quiser ouvir, esteja em que estado estiver, ainda que seja necessário passar o espetáculo todo sentado. Eu vou, vá você também!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vídeo-poema: Ilhéus, Verso & Anverso


Eis um vídeo-poema do meu amigo Pedro Montalvão em que utiliza versos de minha autoria. Atentem para o detalhe de que cada estrofe é um haikai autônomo, e que todos os haikais juntos, lidos em sequência, formam uma terza rima.

Haikai e Contemplação da Lua em São Paulo




Durante o outono, quando a lua cheia surge de forma esplêndida, os japoneses costumam admirá-la e aproveitam para compor haikais, acompanhados de comida e bebida. Para os poetas de haikai, a estação do outono tem um significado profundo, de grande introspecção. A lua de outono é um dos temas preferidos deste exercício poético.
A participação é aberta a todos os interessados. Não será cobrada entrada nem será exigida inscrição. Os poetas poderão, se quiserem, fazer uma doação  espontânea de qualquer valor para o Templo Budista Busshinji.

Contemplação da Lua
Segunda-feira, 18 de Abril, às 19:30hs.
Templo Busshinji
Rua São Joaquim, 285 - São Paulo
(Próximo à estação de metrô São Joaquim)

Mais informações AQUI.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Jogo é Jogo - Treino é Treino

Lembrei-me dessa velha máxima futebolística, que dá título ao texto de hoje, assim que chegou ao fim a apresentação do espetáculo Catedrais Suspensas, do qual participo recitando alguns dos meus poemas ao som do rock’n roll puro sangue da banda Enttropia, pois durante os ensaios havia ficado com a sensação de que alguma coisa ainda faltava, que não me surpreenderia se algo não corresse exatamente como pretendíamos.
 A tensão da estreia estava visível no rosto de cada um de nós desde a passagem do som até poucos minutos antes de entrarmos no palco. Eu, sobretudo, estava ansioso, pois em que pese a longa estrada recitando poesia, solo ou com outras bandas, ainda não havia me envolvido em um projeto como esse, onde as músicas foram minuciosamente pensadas e trabalhadas para estarem fundidas ao poema. Ou seja, apesar da maior receptividade por parte do público em relação à música nos dias de hoje, o poema estava dividindo em pé de igualdade, a atenção da plateia que lotou o espaço da Casa dos Artistas.
Percebi de algum modo que no palco não há lugar para insegurança ou temores. Tudo o que não importa é deixado de lado quando o grande momento se aproxima. E foi assim no calor da hora. Nenhum receio se sobrepôs à vontade de acertar e proporcionar um bom espetáculo.
No desenrolar da apresentação, cada coisa se mostrou no seu lugar, e melhor, com o calor da plateia, bem melhor que nos ensaios. Eu estava mais expansivo e visceral que nunca. E frente à receptividade do público, aplaudindo efusivamente a apresentação, confesso que, como se fosse possível, acabei sentindo uma nostalgia de um tempo muito distante, que não vivi. Fiquei pensando na importância dos poetas na Grécia antiga, em como eles, conforme Carlos Felipe Moisés aponta em Poesia & Utopia, gozavam de grande prestígio junto à sociedade. Naquele tempo, a poesia era vocal, portanto, feita para ser recitada em público, hoje, ela se presta mais à leitura solitária, silenciosa, embora continue sendo praticada e consumida em escalas nada inferiores a períodos anteriores.
Apesar dos poemas que fazem parte do espetáculo terem sido criados para o papel, para um livro futuro, por enquanto intitulado SPLEEN, já havia descoberto muito antes que eles serviriam bem à estética dos palcos ou das ruas. Essa ficha me caiu quando ouvi pela primeira vez a banda Manzuá utilizar o POEMA DOS SENTIDOS (de minha autoria) com muito êxito em suas apresentações. Recitado por Brisa Aziz, ele causa certo frisson no público, sobretudo vai num crescente até o último verso ser dito: “Sim, pra ser feliz é preciso enlouquecer!”. Tal fato me deu a ideia de criar um evento que unisse música e poesia, para mim, uma forma de colocar o poeta novamente no palco e lhe devolver um pouco do prestígio perdido.
Então criei com Elielton Cabeça, da Dr. Imbira, o Rock & Poesia, um evento que é sucesso total aqui em Ilhéus e que já teve duas edições, por onde passaram algumas das principais bandas e poetas da região. Foi dessa experiência que nasceu a possibilidade de um espetáculo como o Catedrais Suspensas, do qual me sinto muito orgulhoso em poder participar.
No próximo sábado tem mais e todos estão convidados.

Formidável entrevista com Todorov


Imperdível entrevista que o célebre ensaísta búlgaro Tzvetan Todorov concedeu ao Estadão, onde fala, entre outras coisas, sobre seu novo livro, um volume intitulado A Beleza Salvará o Mundo, com ensaios sobre três autores fundamentais: Oscar Wilde, R. M. Rilke e Marina Tsvetaeva. Clique AQUI.

Vozes dos Ilhéus


A Rádio UESC produziu um programa intitulado Vozes dos Ilhéus, uma série abordando a história da nossa região, o sul da Bahia. O programa sagrou-se como um dos vencedores do prêmio nacional Roquette Pinto.
A vinheta de abertura é uma música da banda Manzuá, cuja letra foi composta por mim, André Rosa, Mither Amorim e está devidamente cedida à universidade.
 Ao todo são 12 programas que indicamos para estudantes de História, Antropologia, Ciências Sociais, professores, movimentos sociais e à toda comunidade. Tudo muito rico!
Clique AQUI e busque VOZES DOS ILHÉUS.