terça-feira, 16 de novembro de 2010

A segunda semana do Rock & Poesia 2

Está sendo um grande barato reeditar o Rock & Poesia em Ilhéus, um projeto que nasceu em mesa de bar e agora começa a tomar proporções maiores com pedidos de edição em Salvador e outras cidades. Neste sábado quem subiu ao palco da Casa dos Artistas foi a poeta Daniela Galdino e os caras da Dr. Imbira. Ela, conhecidíssima e adorada por esses lados de cá; eles, quase uma unanimidade entre os amantes do rock na roll da nossa terra.

POESIAS ESCORREM PELAS MINHAS PERNAS
Daniela Galdino

Acordes emitidos pela ação masculina ecoaram, estrondosamente, pela Casa dos Artistas. Era sábado indeciso: um calor que abafava as melhores das intenções dividia o tempo com uma chuva insistente. Coisas do sul da Bahia. 13 de novembro, por pouco, não caiu numa sexta-feira...

Muitos imprevistos pelo meio do caminho: Itabuna – essa triste cidade – sem energia elétrica no início da noite. Dificuldades para rumar em direção a Ilhéus. Cheguei no escorrimento da hora, nos derradeiros minutos, exalando tensões de atrasamentos. Diálogos adiados para que a constituição da cena fosse experimentada. Uma rápida pausa na Barrakitika. Percebemos a insuficiência de qualquer verbo e...

Subimos ao palco do teatro Pedro Matos – como não lembrar de Pedro?. Dividimos mais de uma hora com intensidade de sem ponteiros. Eram acordes masculinos e palavra de mulher. O verbo e a lâmina. Sincronicidade de desconhecimento de guerra entre sexos. Pura extasia. O poema requisitava a música, a música atraía o poema. Vivenciamentos ainda não imaginados, muito sob a sem lei do agora. Ainda bem... a abertura do desconhecido se fez.

Foi como a experimentação de pisar em estrelas sem cuidado e com muito apreço... Eis como dividi o palco com os rapazes do Dr. Imbira (Cabeça, Sonoro, Murilo, Alberth) no Rock e Poesia II.

Que venham os próximos sábados:
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domingo, 14 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Daniela Galdino e Dr. Imbira no Rock & Poesia 2


Neste sábado, 20 horas, na Casa dos Artistas, em Ilhéus, o Rock & Poesia recebe a poeta Daniela Galdino e a banda Dr. Imbira.
Não percam, pois o encontro deve render bons momentos.

Veja a programação completa:
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Polêmica: Record não participa mais do Jabuti


Segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, o Grupo Editorial Record não vai mais participar do Prêmio Jabuti de literatura para "não compactuar com uma comédia de erros", segundo Sergio Machado, presidente da empresa. Ele não se conforma com o fato de Leite derramado, de Chico Buarque, ter sido agraciado como livro de ficção do ano na categoria romance. "O Jabuti virou um concurso de beleza, com critérios de programas como os de Faustão e Silvio Santos", diz. O grupo enviou correspondência ontem à Câmara Brasileira do Livro, organizadora do prêmio, dizendo ainda que a premiação deste ano foi "pautada por critérios políticos, sejam da grande política nacional, sejam da pequena política do setor livreiro-editorial". Procurada, a CBL não se manifestou.

Pirataria literária


Ser pirateado talvez seja o maior desejo da imensa maioria dos escritores, quase todos ávidos por popularidade. No Brasil, os casos mais clássicos são os serviços de fotocópias nas universidades. Entretanto, no Peru e na Argentina a coisa está indo um pouco mais longe.
Segundo o Valor Econômico do último dia 09, a polícia peruana apreendeu em um único fim de semana cerca de 1,3 mil cópias piratas do último livro de Mario Vargas Llosa, O sonho do celta. As cópias dos livros, que originalmente são editados pela Alfaguara, eram vendidos nas ruas de Lima por cerca de US$ 8. A apreensão causou surpresa entre as autoridades, já que não é comum encontrar versões pirateadas de obras literárias.
Já na Argentina, segundo a BBC Brasil, a pirataria literária está cada vez mais sofisticada e preocupa a indústria de livros do país. "É um fenômeno que está crescendo. Talvez não seja tão visível como é no Peru, onde a economia informal é intensa. Mas a pirataria de livros está crescendo na Argentina e também no Chile", disse à BBC Brasil o porta-voz da editora Santillana, Augusto di Marco. Segundo ele, os falsificadores estariam explorando brechas nas leis argentinas e chilenas – mais duras com a pirataria do que as de outros países sul-americanos – para ampliar seus negócios. Especula-se no setor editorial que esta produção regional poderia chegar a 10% ou 15% do volume da indústria de livros. Os livros falsificados são vendidos no varejo até 50% mais baratos do que cópias oficiais.
É evidente que a indústria do livro precisa se preocupar, defender seus interesses, já os escritores, nem tanto, pois a pirataria assim como a internet, ao que parece, hoje é capaz de popularidade a quem há pouco tempo não passava de mais um na multidão.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Nuvens de Iowa


Acabo de receber uma correspondência do poeta e tradutor José Lira, do Recife, com algumas publicações muito bacanas, todas elas em livretos no formato de Cordel, embora com papel de boa qualidade e ótima apresentação gráfica. Chamou-me a atenção a sua tradução (que me parece estar mais para uma paráfrase) de O Corvo, de Edgar Allan Poe, e de Nuvens de Iowa, onde estão alguns haikais (ou tercetos como querem alguns) do Jack Kerouac publicados em Book of Haikus.
A seguir, alguns dos mais interessantes:

Nuvens de Iowa,
Uma seguindo a outra
À eternidade

***

Se pego o mesmo
Ou diferentes caminhos
Lá vai a lua

***

Neva no bairro –
O carteiro e o poeta
Caminhando

Da assessoria de imprensa de Oswaldo Montenegro


A respeito da publicação da nota na coluna de Ancelmo Goes (O Globo - 03/11/10) afirmando que Oswaldo Montenegro teria plagiado Ferreira Gullar, segue, abaixo, e-mail da editora deste último, Editora José Olympio, com as datas das publicações do poema "Traduzir-se".
Com isso, deixamos claro, e em caráter oficial, que "Metade", de Oswaldo Montenegro, não é plágio do "Traduzir-se", de Ferreira Gullar, pois o poema de Gullar foi publicado pela primeira vez em 1980 no livro Vertigens do Dia, portanto cinco anos após a publicação do "Metade", de Montenegro.

Esperamos, assim, esclarecer em definitivo essa desagradável e constrangedora confusão.

Att,
Kamila Pistori
Assessoria de Imprensa - Oswaldo Montenegro

***

Olá, Kamila.
Fizemos a pesquisa e a 1ª edição de Na vertigem do dia, foi publicada em 1980, pela Civilização Brasileira. A 1ª edição de Toda poesia, também foi publicada pela Civilização Brasileira, em 1980. Na vertigem do dia faz parte de Toda poesia a partir de 1987, já pela José Olympio.

Espero ter ajudado.

Cordialmente,
Soraya Araujo
Editora José Olympio