quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Hoje, Lançamento de "Silêncios" em Ilhéus

Hoje, dia 21, às 19 horas, a Casa de Arte Baiana abre oficialmente suas portas em Ilhéus, na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 76, próximo à Academia de Letras, com o lançamento do livro “Silêncios”. O espaço possui um acervo raro de artes plásticas, com obras de mestres como Kennedy Bahia, Sante Scaldaferri, Saulo Portela e Washington Sales. São 94 obras de arte do acervo particular de Michael Eckes, colecionador e promotor do intercâmbio cultural que, com recursos próprios, tornou realidade o empreendimento.

A Casa de Arte Baiana pretende estabelecer interações com outras formas de arte, incluindo a literatura, por isso a abertura do espaço com o lançamento de "Silêncios, o que me deixa muito feliz, pois de algum modo é o reconhecimento do nosso trabalho que após longo percurso, quando me aproximo dos 40 anos,  posso ver meu primeiro trabalho totalmente autoral sendo lançado aqui na Terra dos Ilhéus.

todos são bem-vindos, sobretudo os de boa fé





quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Só com os poetas se pode aprender algo novo

Tudo já está nas enciclopédias e todas dizem as mesmas coisas. Nenhuma nos pode dar uma visão inédita do mundo. Por isso é que leio os poetas. Só com os poetas se pode aprender algo novo.

                                        Mário Quintana

terça-feira, 19 de outubro de 2010

97 anos de Vinícius de Moraes

Hoje o poetinha faria 97 anos. Nada melhor que lembrá-lo lendo alguns dos seus mais significativos poemas. Creio que esses três são os seus melhores.
SONETO DA SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.


Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Oceano Atlântico, a bordo do Highland Patriot,
a caminho da Inglaterra, 09.1938


SONETO DA FIDELIDADE

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento


E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Estoril - Portugal, 10.1939


SONETO DO AMOR TOTAL

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade


Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.


Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.


E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


Rio de Janeiro, 1951

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Imperdível: Exposição de Vauluizio Bezerra no MAM - BA

“Eu lido com a arte e sua história. Há um campo gravitacional que me atrai a seus múltiplos significados, procuro usá-los não para dá-los novos sentidos, mas para estender minha compreensão dos novos sentidos que temos no mundo atual. Aqui nos defrontamos com um problema que acomete a arte contemporânea e é possível que esteja aí base de sua crise”.

                                       Vauluizio Bezerra

clique na imagem para vê-la em tamanho maior

Geraldo Holanda Cavalcanti toma posse na ABL

A partir de hoje (18), a Academia Brasileira de Letras tem um novo imortal. O diplomata, poeta e escritor pernambucano Geraldo Holanda Cavancanti toma posse na cadeira nº 29, na sucessão do bibliófilo José Midlin, falecido no dia 28 de fevereiro. O novo acadêmico foi eleito no dia 2 de junho com 20 dos 39 votos possíveis. Geraldo é um critico de mão cheia, poeta e prosador dos mais criativos.

Relação externa:

domingo, 17 de outubro de 2010

Lançamento de Silêncios em Salvador

Sábado passado, dia 09, fizemos o lançamento oficial do meu livro Silêncios e de As Flores do Ocaso, de Bernardo Linhares, em uma festa muito bonita no charmoso Sebo Praia dos Livros, em Salvador. Confesso que o evento superou minhas expectativas, principalmente em relação à presença de público, oportunidade em que pude rever grandes mestres da literatura e das artes na Bahia.

Confesso que me diverti muito. Após teve um sarau lítero-musical de primeiríssima. Tudo sob a organização de Daniela Helfstein, proprietária da Praia dos Livros que nos aguentou lá até as 3:00 horas da manhã.

Quinta-feira (21) será a vez de fazermos a festa em Ilhéus, na Casa de Arte Baiana, sob a organização de Dyda Moreno.

Com a mestra Maria da Conceição Paranhos e o poeta Marcus Vinícius Rodrigues

Raymundo Luiz, Sante Scaldaferri, Silvério Duque e eu

Com Douglas de Almeida e Walkíria Freitas

Lendo alguns poemas ao lado de Bernardo

Com o poeta Henrique Wagner

Ao lado de Carlos Verçosa, Bernardo, Raymundo Luiz, Patrícia (minha irmã) e Silvério Duque

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Glauber na era da inocência

Se não fosse pela sabedoria de Zuenir Ventura e, principalmente, pela sua notória falta de memória, Nelson Motta não estaria agora terminando de escrever um ensaio biográfico sobre Glauber Rocha (1939-1981), A Primavera do dragão, que será lançado em março pela editora Objetiva. O livro, que contará com riqueza de detalhes a infância e juventude do mais influente e polêmico cineasta brasileiro e terminará em 1964, ano em que o diretor baiano lançou sua obra-prima, "Deus e o Diabo na Terra do Sol", começou a ser escrito em 1989, mas não demorou muito para ser engavetado. Motta soubera que Zuenir também estava escrevendo, para a Companhia das Letras, uma biografia sobre Glauber e nem pensou em competir com o seu mestre e ex-professor de comunicação escrita, o homem que o encaminhou para o jornalismo. Só não esperava que Zuenir esquecesse, em um táxi, todo o material de pesquisa coletado. Desanimado, desistiu da missão e a deixou nas mãos de Motta.


Fonte: Valor Econômico - 15/10/2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Lugar, de Jiddu Saldanha, é um dos finalistas da Mostra Visões Periféricas

Caríssimos, o filme-poema LUGAR, de Jiddu Saldanha, uma delicada discussão sobre os papéis do feminino e masculino na sociedade atual, é um dos finalistas da Mostra Visões Periféricas e está precisando do nosso apoio para seguir em frente. Ou seja, o filme-poema que é inspirada na obra de Caio Fernando Abreu está precisando de votos que o ajudem no resultado final.

Entrevista com Mario Vargas Llosa

Em conversa com jornalistas da Folha no auditório do jornal, ontem à tarde, o Nobel disse que a literatura é uma negação da realidade "queira ou não o escritor". E mais: para Vargas Llosa, ao menos três brasileiros poderiam ter ganho o prêmio: Guimarães Rosa (1908-1967), Jorge Amado (1912-2001) e Euclydes da Cunha (1866-1909). O primeiro, segundo ele, foi prejudicado pela dificuldade de se traduzir sua obra. O segundo, pela característica de escritor popular. Os sertões, de Euclydes, no qual se baseou para escrever A Guerra do fim do mundo, permite compreender não só o conflito de Canudos, mas a América Latina.

Confira trechos:

Coleção Brasiliana, agora na internet

Professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Vainer recomendou aos seus alunos alguns volumes da Coleção Brasiliana, editada entre 1931 e 1993, a primeira com a proposta de reunir "livros que pensassem o País". Levou um susto quando os estudantes voltaram de mãos vazias - a coleção estava esgotada. Vainer começou então a dar forma a um ambicioso projeto: a Brasiliana Eletrônica, cuja proposta era digitalizar os 415 livros publicados pela Editora Companhia Nacional. Não apenas escaneá-los, mas apresentar um trabalho editorial, com informações sobre os autores e a obra reproduzida; oferecer ao pesquisador o fac-símile do livro e ao, mesmo tempo, levar ao estudante o mesmo texto nos padrões atuais de ortografia. 85 obras já estão disponíveis no site.
 

Fonte: O Estado de S. Paulo - 13/10/2010