neste dia nacional da poesia
I
Por que vieste assim, tão frágil,
sua vida beijando a morte,
se bebeu do leite da escrava
e se podia melhor sorte;
por que partiste muito jovem
se teus versos é que nos movem,
se teu canto é que nos conduz
sobre o éter dos novos dias,
caminho ao encontro da luz,
e por que não, sopro de vida
em meio à plêiade perdida?
II
Se nesta terra miserável,
irmã gêmea das asperezas,
floresce ainda a indiferença,
como cantar suas belezas
com ternura, feito um romântico,
se lá fora, de um modo drástico,
padece à luz do sol, à luz
da lua, o mesmo cativo,
o mesmo irmão de Jesus,
imagem e filho de um Deus
que insiste em faltar com os seus?
III
Se me disseres, nuvem negra,
que se amassa com os dois pés
o pão nosso de cada dia,
que na argamassa, a pontapés,
vai misturada toda angústia
para que seja a eucaristia
a comunhão dos desgraçados,
retrato fiel, sem retoque,
do firmamento desbotado;
devo crer, ainda, na fala
dessa voz grave que não cala?
IV
O que não muda com o tempo,
esperança estúpida e vã,
mudará mais o pensamento
na permanência do amanhã
ou será cera em nossas asas,
epitáfio em nossas covas rasas
porque jaz, muito a contragosto,
quem sobrevive nesta terra
e morre flébil, de desgosto,
por mentir com intensidade
antes de dizer a verdade?
domingo, 14 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
RUBEM BRAGA EM VERSOS
Faz poucos dias encontrei um livro que me deixou surpreso. Trata-se do “Livro de Versos”, de Rubem Braga, autor que entrou para a história da literatura brasileira através da crônica. Entre 1928 e 1990 foram mais de 15 mil. Menos de mil constam em livro.
Affonso Romano de Sant’Anna, no prefácio da obra, chama Rubem Braga de poeta. Antes, outros poetas já haviam falado da poesia do autor de Ai de ti, Copacabana: Bandeira e Drummond falaram de poesia ao falarem de Rubem Braga, o cronista. O mesmo fizeram Vinícius e Paulo Mendes Campos.
Se ele não é, feito estes, no dizer de Bandeira, “poeta de oficina montada” por que logo estes, em crônicas, falaram da poesia de Rubem Braga? Quem leu “A casa dos Braga” sabe o que estou dizendo. Provavelmente porque a poesia de Rubem Braga está, antes de tudo, em vívido lirismo existencial, no seu espírito, naquilo que diz, mesmo em prosa, nas crônicas – e nos raros versos, reunidos em livro. Vamos aos poemas!
SONETO
E quando nós saímos era a Lua,
Era o vento caído e o amor sereno
Azul e cinza-azul anoitecendo
A tarde ruiva das amendoeiras.
E respiramos, livres das ardências
Do sol, que nos levara à sombra cauta
Tangidos pelo canto das cigarras
Dentro e fora de nós exasperadas.
Andamos em silêncio pela praia.
Nos corpos leves e lavados ia
O sentimento do prazer cumprido.
Se mágoa me ficou na despedida
Não fez mal que ficasse, nem doesse –
Era bem doce, perto das antigas.
(1947)
AO ESPELHO
Tu, que não foste belo nem perfeito,
Ora te vejo (e tu me vês) com tédio
E vã melancolia, contrafeito,
Como a um condenado sem remédio.
Evitas meu olhar inquiridor
Fugindo, aos meus dois olhos vermelhos,
Porque já te falece algum valor
Para enfrentar o tédio dos espelhos.
Ontem bebeste em demasia, certo,
Mas não foi, convenhamos, a primeira
Nem a milésima vez que hás bebido.
Volta portanto a cara, vê de perto
A cara, tua cara verdadeira,
Oh Braga envelhecido, envilecido.
(1957)
quarta-feira, 10 de março de 2010
Senda, um poema que escrevi há três anos
breve comentário de Luis Dolhnikoff
Caro Gustavo, acabo de ler com calma a sua "Senda". Pois tomei um susto. Não sei o que esperava, mas sei agora que não esperava essa dicção e esse ritmo ominosos. Principalmente o ritmo. Não o identifiquei de imediato, o que é raro. Tive de contar para ver que se trata de octossílabos. O estranho é que esse metro, por incomum, costuma causar estranhamento, daí ter sido adotado por Cabral. Mas o efeito aqui não é de estranhamento. Esses versos têm uma "redondeza" quase decassilábica, mas como são mais curtos, me soaram como uma espécie de decassílabo adensado, condensado. Além disso, há esse decair de tom das rimas, que começam abertas na primeira estrofe e vão se agravando, se escurecendo. E os enjambements que talvez querem acelerar o ritmo, enquanto mais uma vez a redondeza de cada verso tende a autonomizá-los. E os ecos das rimas internas. O resultado, em suma, é redondamente tenso, ou de uma tensão arredondada, que resulta densamente no ominoso dito no início.
SENDA
Sou como o invisível céu
que não vos inspira cuidados,
pois retorno depois das névoas
sobre os campos abandonados;
sou finito e celebro o fogo
infindável do grande jogo
a nos enlaçar a garganta;
creio no vórtice da voz
sacrossanta que a tudo encanta:
trago os haveres desse mundo;
sou terra, sou campo fecundo.
Caro Gustavo, acabo de ler com calma a sua "Senda". Pois tomei um susto. Não sei o que esperava, mas sei agora que não esperava essa dicção e esse ritmo ominosos. Principalmente o ritmo. Não o identifiquei de imediato, o que é raro. Tive de contar para ver que se trata de octossílabos. O estranho é que esse metro, por incomum, costuma causar estranhamento, daí ter sido adotado por Cabral. Mas o efeito aqui não é de estranhamento. Esses versos têm uma "redondeza" quase decassilábica, mas como são mais curtos, me soaram como uma espécie de decassílabo adensado, condensado. Além disso, há esse decair de tom das rimas, que começam abertas na primeira estrofe e vão se agravando, se escurecendo. E os enjambements que talvez querem acelerar o ritmo, enquanto mais uma vez a redondeza de cada verso tende a autonomizá-los. E os ecos das rimas internas. O resultado, em suma, é redondamente tenso, ou de uma tensão arredondada, que resulta densamente no ominoso dito no início.
SENDA
Sou como o invisível céu
que não vos inspira cuidados,
pois retorno depois das névoas
sobre os campos abandonados;
sou finito e celebro o fogo
infindável do grande jogo
a nos enlaçar a garganta;
creio no vórtice da voz
sacrossanta que a tudo encanta:
trago os haveres desse mundo;
sou terra, sou campo fecundo.
OBS:
O termo “Ominoso”, neste texto possui o significado de “sombrio”. Diz o ensaísta: "há esse decair de tom das rimas, que começam abertas na primeira estrofe e vão se agravando, se escurecendo".
Ainda tem gente que acredita...
Recebi hoje, da amiga Silmara Oliveira, de Itajuípe, terra de Adonias Filho e Marcos Santarrita, um desses comunicados que raramente acontecem, mas que, quando chegam, nos deixam um pouco mais crentes no presente. Diz ela:Querido Gustavo,
Estamos jubilosos em Itajuípe, pois nesta sexta-feira, estaremos inaugurando o nosso cinema.
A Associação de Filhos e Amigos de Itajuípe - AFAI, através de edital público do Minc/Cine Mais Cultura, foi contemplada com equipamento de cinema e, durante dois anos, estaremos exibindo filmes, especilamente, os nacionais, fazendo acontecer O Cineclube AFAI.
Há mais de 20 anos não temos cinema em Itajuípe, muitas crianças, adolescentes, jovens e adultos não têm o prazer de participar de uma sessão, numa sala apropriada.
Segue nosso cartaz para que você nos faça a gentileza de divulgar no seu blog e, aproveitamos para convidá-lo para a sexta-feira vir à nossa cidade reunir-se conosco nesse momento feliz e pleno.
A Associação de Filhos e Amigos de Itajuípe - AFAI, através de edital público do Minc/Cine Mais Cultura, foi contemplada com equipamento de cinema e, durante dois anos, estaremos exibindo filmes, especilamente, os nacionais, fazendo acontecer O Cineclube AFAI.
Há mais de 20 anos não temos cinema em Itajuípe, muitas crianças, adolescentes, jovens e adultos não têm o prazer de participar de uma sessão, numa sala apropriada.
Segue nosso cartaz para que você nos faça a gentileza de divulgar no seu blog e, aproveitamos para convidá-lo para a sexta-feira vir à nossa cidade reunir-se conosco nesse momento feliz e pleno.
Parabéns à Silmara, ao povo itajuipense e a todos da AFAI.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Monólogos…
Adoro monólogos. Cheguei até a escrever um, Monólogo de Don Juan, formado por 110 versos octossílabos, com o qual ganhei o Prêmio Bahia de Todas as Letras, edição 2009. Monólogos são fogo e água, dependem de dois fatores: a interpretação do ator e a qualidade do texto. Um precisa iluminar o outro, sempre.
No vídeo abaixo, o Monólogo das Mãos, texto brilhante de Giuseppe Ghiaroni, na interpretação não menos brilhante do grande Lúcio Mauro.
Veja esse outro post sobre Giuseppe Ghiaroni:
http://sopadepoesia.blogspot.com/2009/02/os-versos-preciosos-de-giuseppe.html
http://sopadepoesia.blogspot.com/2009/02/os-versos-preciosos-de-giuseppe.html
Aviso da Lua Que Menstrua
Elisa Lucinda
Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na "vera"
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a "cidade secreta"
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofando
cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha...
ora, não ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
Elisa Lucinda explica como fez esse poema e o declama:
Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na "vera"
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a "cidade secreta"
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofando
cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha...
ora, não ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
Elisa Lucinda explica como fez esse poema e o declama:
sexta-feira, 5 de março de 2010
Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz
Rumpilezz: Rum, Pi e Le (os três atabaques fundamentais do candomblé) mais o ‘zz’ de Jazz. E o som é esse: percussão de candomblé envolvida por arranjos jazzísticos. Arranjos do maestro Letieres Leite que conta com músicos formidáveis, como é o caso de Rowney Scott, André Becker, Joatan Nascimento e o tubista, Fernando Rocha. Na percussão o mestre Gabriel Guedes. O resultado é o frescor de uma música ardente e nova que nasce sob o signo da tradição.
Parece-nos que apenas aqui na Bahia um fenômeno assim pode acontecer com inteireza. Caso fosse em São Paulo, tal como foi com aquela baboseira chamada concretismo, primeiro escreveriam um manual de instruções dizendo como ouvir a Rumpilezz.
Perguntaram ao Ed Motta: O que você acha da música feita no Brasil hoje em dia, algo te emociona? Ele respondeu: Você conhece Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz? É evidente que o cara não conhecia. Ele explicou: É a big band de um saxofonista baiano, que faz um som mesclando timbres de candomblé com sopros, dentro de uma abordagem totalmente jazz. Pra mim, o sujeito é o novo Moacir Santos. Música que me emociona mesmo. Além disso, nada.
É claro que a Bahia, como outros lugares, exporta muita merda para o país, mas se Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz fossem de São Paulo ou do Rio, meu nego, já tinha virado fenômeno.
No vídeo abaixo a orquestra se apresenta com outro gênio imortal da música baiana, brasileira, o mestre Cacau do Pandeiro, integrante do grupo de chorinho Os ingênuos.
Parece-nos que apenas aqui na Bahia um fenômeno assim pode acontecer com inteireza. Caso fosse em São Paulo, tal como foi com aquela baboseira chamada concretismo, primeiro escreveriam um manual de instruções dizendo como ouvir a Rumpilezz.
Perguntaram ao Ed Motta: O que você acha da música feita no Brasil hoje em dia, algo te emociona? Ele respondeu: Você conhece Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz? É evidente que o cara não conhecia. Ele explicou: É a big band de um saxofonista baiano, que faz um som mesclando timbres de candomblé com sopros, dentro de uma abordagem totalmente jazz. Pra mim, o sujeito é o novo Moacir Santos. Música que me emociona mesmo. Além disso, nada.
É claro que a Bahia, como outros lugares, exporta muita merda para o país, mas se Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz fossem de São Paulo ou do Rio, meu nego, já tinha virado fenômeno.
No vídeo abaixo a orquestra se apresenta com outro gênio imortal da música baiana, brasileira, o mestre Cacau do Pandeiro, integrante do grupo de chorinho Os ingênuos.
Confira a página no Myspace:
quinta-feira, 4 de março de 2010
Ao Martin Luther King
Se neste tempo te encontrasses
um vôo apenas bastaria
para veres tanto infortúnio,
tanto abutre na ramaria,
o tempo tredo, a vida lerda,
a treva e toda essa merda,
favelas iguais a mocambos
e os miseráveis pelos cantos,
os mais humildes já sem ombros,
sem brisa, abraço ou a alegria
de quem vive alguma fantasia.
um vôo apenas bastaria
para veres tanto infortúnio,
tanto abutre na ramaria,
o tempo tredo, a vida lerda,
a treva e toda essa merda,
favelas iguais a mocambos
e os miseráveis pelos cantos,
os mais humildes já sem ombros,
sem brisa, abraço ou a alegria
de quem vive alguma fantasia.
terça-feira, 2 de março de 2010
Filosofia (Ascenso Ferreira)
A José Pereira de Araújo -
"Doutorzinho de Escada"
Hora de comer — comer!
Hora de dormir — dormir!
Hora de vadiar — vadiar!
Hora de trabalhar?
— Pernas pro ar que ninguém é de ferro!
Poema publicado em "Catimbó e Outros Poemas", Editora José Olympio - Rio de Janeiro, 1963. Inserido em "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, organizada por Ítalo Moriconi.
"Doutorzinho de Escada"
Hora de comer — comer!
Hora de dormir — dormir!
Hora de vadiar — vadiar!
Hora de trabalhar?
— Pernas pro ar que ninguém é de ferro!
Poema publicado em "Catimbó e Outros Poemas", Editora José Olympio - Rio de Janeiro, 1963. Inserido em "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, organizada por Ítalo Moriconi.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Revista Celuzlose - 4ª Edição
Pessoal, a quarta edição da revista Celuzlose acabou de ficar pronta e já está disponível na internet. Meus destaques vão para a entrevista com Carlos Felipe Moisés, os poemas de Eunice Arruda e Rodrigo Garcia Lopens, bem como a seção O que é poesia, baseada no livro organizado pelo poeta Edson Cruz.Para acessá-la, basta clicar no link abaixo:
http://issuu.com/celuzlose/docs/celuzlose_04
Assinar:
Postagens (Atom)

