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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Os 110 anos de Sosígenes Costa


A grande comemoração pelos 110 anos de Sosígenes Costa acontecerá em Belmonte, sul da Bahia, sua terra natal, no próximo mês de novembro. Além de um show com as prováveis participações de Xangai e Renato Teixeira, ainda haverá o lançamento de Cobra de duas cabeças, título provisório do livro que estou organizando - que é fruto da dedicação do meu amigo Herculano Assis - com poemas, crônicas e dois artigos inéditos do autor, além de uma rara entrevista publicada na década de 50 na extinta revista Marca, do Rio de Janeiro. 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Inauguração do Memorial Sosígenes Costa


Hoje, 17,  a cidade de Belmonte inaugura o Memorial Sosígenes Costa. Estou me dirigindo pra lá, onde amanhã, por convite do poeta Herculano Assis, lançarei “Diálogos” e farei um recital dentro daquilo que estão chamando de Contemplação do Ocaso . O evento ainda contará com uma palestra de Cyro de Mattos e show do excelente Xangai.
Trata-se de uma grande alegria para mim, conhecer a terra de Sosígenes, sobretudo em ocasião tão nobre.

Programação
17/12/2010

19:00 – Solenidade de Abertura
Promulgação da Lei nº 019/2010 do memorial.
Homenagem aos convidados.

19:30 – Espaço Poético com Afrânio Mattos.
19:40 – Palestra “A poesia de Sosígenes Costa”, com o poeta Cyro de Matos.
20:30 – Espaço Poético e Musical com Afrânio Mattos e Alberto Rocha.
20:45 – Lançamento do Livro: “ Poesias Escolhidas” de Cyro Mattos.

Programação
18/12/2010

16:00 – Apoteose Cultural:
As nagôs; Negros Mirins; Boi duro; Samba de Roda; Afoxé; Capoeira; Circo Cósmico; Filarmônica.
17:40 – Contemplação do Ocaso com o poeta Gustavo Felicíssimo e o grupo de teatro Jerus Mirra
18:30 – Lançamento do Livro de Poesias: “Diálogos” de Gustavo Felicíssimo.

20:00 – Cantorias:
Xangai; Grupo Bando de Caçuá; Viola de Bolso.

Poema para Sosígenes Costa
Gustavo Felicíssimo

Nos seus pavões vive o lirismo a refletir,
pousando etéreo, visitando o próprio passo,
na completude  do que é belo a persistir.

Sua pungência suplantou o tempo baço
e no regaço da palavra a simetria
de cada sílaba ordenando o seu compasso.

Foi no caminho que refez a geometria
sosigenando e contemplando sem espanto
a natureza de uma forma que o nutria.

Pintou as tardes e o crepúsculo em seu canto,
pintou sereias e do mar trouxe um dragão,
buscou na China porcelana e muito encanto.

Fez do soneto liberdade e não prisão,
o seu libelo de beleza e lucidez,
fez da elegância do mistério, invenção.