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quarta-feira, 15 de junho de 2011


o tempo passando
como o fluir da existência –
enigma divino 

Fotografia de Pedro Montalvão

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Poesia de Mia Couto


       O Maçambicano Mia Couto tornou-se nos últimos anos um dos ficcionistas mais conhecidos da literatura de língua portuguesa. O que pouca gente sabe – sobretudo no Brasil – é que sua primeira publicação, em 1986, foi “Raíz de Orvalho”, um livro de poesia. De lá para cá publicou outros 21 livros, todos em prosa e em vários gêneros, entre eles romance, conto, crônica, ensaio. Em 2007 voltou à poesia com “Idades, Cidades, Divindades”.
Nada disso eu saberia se o meu amigo Pedro Montalvão, de volta de Portugal, não me trouxesse um ótimo presente, o livro “Tradutor de Chuvas”, o mais recente desse fabuloso Mia Couto, a quem estive lendo nas últimas duas manhãs, peito nu e pé no chão, em uma praia tranquila aqui de Ilhéus.        
Percebe-se que o livro tem muito de autobiográfico e uma linguagem cotidiana, no mesmo nível da fala comum, o que não limita seu discurso que se encontra eivado de metáforas.
Pretendo voltar a postar algumas das minhas impressões sobre a poesia de Mia Couto, mas por enquanto deixo para os leitores aquilo que em “Tradutor de Chuvas” até o momento mais me encantou.

SEIOS E ANSEIOS

As vezes que morri
boca derramada entre os teus seios,
todas essas vezes
não me deram luto
porque, de mim, eu em ti nascia.

Todos esses abismos,
meu amor,
não me deram regresso.

Depois de ti,
não há caminhos.

Porque eu nasci
antes de haver vida,
            depois de tu chegares.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vídeo-poema: Ilhéus, Verso & Anverso


Eis um vídeo-poema do meu amigo Pedro Montalvão em que utiliza versos de minha autoria. Atentem para o detalhe de que cada estrofe é um haikai autônomo, e que todos os haikais juntos, lidos em sequência, formam uma terza rima.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Uma obra-prima


nenhum estalido –
nada abala o esplendor
de uma obra-prima

fotografia de Pedro Montalvão

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Céu azul turquesa


céu azul turquesa –
é tanta beleza que ele
dispensa as estrelas

fotografia de Pedro Montalvão