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sábado, 10 de dezembro de 2011

Cobra de duas cabeças


Como editor da Mondrongo - a editora do Teatro Popular de Ilhéus, tenho a honra de lhes apresentar Cobra de duas cabeças, livro de Herculano Assis que traz poesia e prosa inéditas de Sosígenes Costa. O lançamento será no próximo sábado, dia 17, às 19 horas, em Belmonte, cidade natal do poeta. Também no dia 17 o site da editora entrará no ar, através do qual se poderá adquirir essa e outras obras da editora. O endereço virtual será: www.mondrongo.com.br.

Duas opiniões sobre Cobra de Duas Cabeças:

Cobra de duas cabeças, obra que resulta de amorosa pesquisa e justificado penhor, caros à memória de um poeta de excelência, aqui observado como pensador e crítico notabilizado por uma verrina que de tão surpreendente constitui-se mais ainda afeta à literatura baiana e brasileira.
Jorge de Souza Araujo

Os textos reunidos, particularmente a prosa, desmistificam a imagem quase sempre contemplativa, compenetrada, e até sisuda do poeta.  O que aparenta pouco para um autor da literatura brasileira, no caso específico de SC é muito significativo porque ajuda a compor um complexo mosaico. Traços de uma personalidade mitificada, exatamente, por ausência de informações precisas sobre sua vida e seu pensamento “objetivo”.

Heitor Brasileiro Filho

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Os 110 anos de Sosígenes Costa


A grande comemoração pelos 110 anos de Sosígenes Costa acontecerá em Belmonte, sul da Bahia, sua terra natal, no próximo mês de novembro. Além de um show com as prováveis participações de Xangai e Renato Teixeira, ainda haverá o lançamento de Cobra de duas cabeças, título provisório do livro que estou organizando - que é fruto da dedicação do meu amigo Herculano Assis - com poemas, crônicas e dois artigos inéditos do autor, além de uma rara entrevista publicada na década de 50 na extinta revista Marca, do Rio de Janeiro. 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O rei do paraíso


Ao vagar nos rastros da lua
e despir os sonhos
nos lábios do Jequitinhonha,
saí coberto de prata.
Por isso meu berro é rouco
e revela pouco que sou cria de Belmonte,
senão, todos descobrem
que sou rei.
Pois se a vida consagrou Belmonte,
senhora de minh’alma,
então, do paraíso já sou íntimo.

Herculano Assis, em Rua dos Avessos (Via Litterarum)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Rock & Poesia na terra de Sosígenes Costa


Amanhã estarei me apresentando com a banda Enttropia na cidade de Belmonte - terra do inigualável Sosígenes Costa - na sede da Filarmônica 15 de Setembro, no evento de lançamento do livro Rua dos Avessos, de Herculano Assis.
            Levaremos para lá o espetáculo Catedrais Suspensas, o mesmo que apresentamos em Ilhéus, na Casa dos Artistas, no mês de maio, em que acompanhado do rock’n roll puro sangue da banda, recito poemas de Spleen, meu próximo livro.
O Espetáculo está dividido em quatro atos contando com uma progressão impetuosa e estética entre as músicas e os poemas.
O primeiro ato, intitulado O lúdico Surreal, estabelece uma relação íntima e primordial com o quimérico e o onírico presente na infância recordada ou imaginada. O segundo ato, A Ruptura com o Onírico, proporciona um contato
com a dor, o torpe, o cotidiano e com o tédio, o maior dos grilhões para o esteta.
Este ato personifica a melancolia, fruto da relação entre o olhar poeticamente onírico de outrora e as rupturas nocivas do cotidiano mortal e pueril.
            Terceiro ato: A Revolta dos Estetas. É o clímax do espetáculo. A revolta poética e estética contra tudo aquilo que outrora acorrentou os estetas, revolta retomada sob forma de reflexão poética e musical, estabelecida pelos poemas e músicas que se encaixaram nesta perspectiva com muita sofisticação.
O quarto ato é Retorno ao Surrealismo Onírico. Retorno aos domínios perdidos. Ruptura com os grilhões que aprisionam as almas dos poetas e selam as portas da percepção dos mesmos. Este ato conclusivo afirma a autonomia e a consciência, emancipados também no exílio interno que deve ser descoberto dentro de cada ser. Bem descrito no poema “Canção do meu Exílio” e na música “Catedrais Suspensas” que personificam esses exílios sob um prisma estético e surreal. Apresentamos neste ato, em perspectiva poética e filosófica, uma visão do donjuanismo, que também fomenta essa relação com o retorno ao poético e estético, com o poema “Monólogo de Don Juan” e a música “Sete Espinhos”.

Serviço:
Espetáculo Catedrais Suspensas, com a banda Enttropia e o poeta Gustavo Felicíssimo, no lançamento do livro Rua dos Avessos, de Herculano Assis.
Sede da Filarmônia 15 de Setembro
Entrada: Gratuita
Belmonte - BA

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Inauguração do Memorial Sosígenes Costa


Hoje, 17,  a cidade de Belmonte inaugura o Memorial Sosígenes Costa. Estou me dirigindo pra lá, onde amanhã, por convite do poeta Herculano Assis, lançarei “Diálogos” e farei um recital dentro daquilo que estão chamando de Contemplação do Ocaso . O evento ainda contará com uma palestra de Cyro de Mattos e show do excelente Xangai.
Trata-se de uma grande alegria para mim, conhecer a terra de Sosígenes, sobretudo em ocasião tão nobre.

Programação
17/12/2010

19:00 – Solenidade de Abertura
Promulgação da Lei nº 019/2010 do memorial.
Homenagem aos convidados.

19:30 – Espaço Poético com Afrânio Mattos.
19:40 – Palestra “A poesia de Sosígenes Costa”, com o poeta Cyro de Matos.
20:30 – Espaço Poético e Musical com Afrânio Mattos e Alberto Rocha.
20:45 – Lançamento do Livro: “ Poesias Escolhidas” de Cyro Mattos.

Programação
18/12/2010

16:00 – Apoteose Cultural:
As nagôs; Negros Mirins; Boi duro; Samba de Roda; Afoxé; Capoeira; Circo Cósmico; Filarmônica.
17:40 – Contemplação do Ocaso com o poeta Gustavo Felicíssimo e o grupo de teatro Jerus Mirra
18:30 – Lançamento do Livro de Poesias: “Diálogos” de Gustavo Felicíssimo.

20:00 – Cantorias:
Xangai; Grupo Bando de Caçuá; Viola de Bolso.

Poema para Sosígenes Costa
Gustavo Felicíssimo

Nos seus pavões vive o lirismo a refletir,
pousando etéreo, visitando o próprio passo,
na completude  do que é belo a persistir.

Sua pungência suplantou o tempo baço
e no regaço da palavra a simetria
de cada sílaba ordenando o seu compasso.

Foi no caminho que refez a geometria
sosigenando e contemplando sem espanto
a natureza de uma forma que o nutria.

Pintou as tardes e o crepúsculo em seu canto,
pintou sereias e do mar trouxe um dragão,
buscou na China porcelana e muito encanto.

Fez do soneto liberdade e não prisão,
o seu libelo de beleza e lucidez,
fez da elegância do mistério, invenção.