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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Hoje - Lançamento duplo de livros e belo sarau na Academia de Letras da Bahia
Nesta
terça-feira, 28, lanço em Salvador, na Academia de Letras da Bahia, a partir
das 19 horas, o livro Procura e Outros Poemas (Mondrongo Livros, 88p. R$ 20,00). Na oportunidade também será
apresentada ao público a obra Cantos deContar (Editora Paés, RS 50,00), obra inédita (com capa dura e numerada) de
Alberto da Cunha Melo. Haverá a participação de Cláudia Cordeiro (viúva e musa
do poeta), Silvério Duque e eu, sob mediação de Walter Ramos, em que será debatida
a obra de Alberto. O evento ainda contará com a participação de Marcela
Martinez em um recital poético.
Como
se pode ver, a noite promete ser muito agradável e todos estão convidados. Mais informações AQUI.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Um inédito de Alberto da Cunha Melo
Neste ano, em que se vivo estivesse, Alberto da Cunha Melo completaria 70 anos de vida, a Editora Paés, de Pernambuco, terra natal do poeta, lança em Salvador e Recife, Cantos de Contar, em uma justa homenagem a esse que foi, seguramente, um dos melhores poetas surgidos no Brasil nos últimos tempos.
A mim esses eventos trazem uma alegria dupla, primeiramente por poder receber Cláudia Cordeiro (musa e viúva do poeta) e o livro, tão bem cuidado por ela e a trupe da Paés, depois, pelo fato de ter a oportunidade de levar meu livro mais recente, Procura e Outros Poemas, ao público e amigos de Salvador e Recife, obra que é toda construída por Retrancas, forma poética e estrófica criada por Alberto da Cunha Melo.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Uma imagem para a história
Revisitando
o site PLATAFORMA PARA A POESIA, todo reformulado, e com um conteúdo pra lá de
formidável, encontro essa fotografia – tirada por Cláudia Cordeiro – que é o
flagrante e testemunho excepcional de um instante, onde se encontram nada menos
que dois dos maiores poetas da história recente do Brasil: Alberto da Cunha
Melo e Bruno Tolentino. Ambos fazem parte da minha formação de poeta e leitor.
Alberto, pela maneira ao mesmo tempo simples e sofisticada de tratar alguns dos
temas basilares da nossa existência. Bruno, pela sua cultura e coragem com que
enfrentou o debate sobre a literatura no Brasil. Abaixo, um poema de cada um
desses gênios.
CASA VAZIA
Alberto da Cunha Melo
Poema nenhum, nunca mais
será
um acontecimento:
escrevemos
cada vez mais
para
um mundo cada vez menos,
para
esse público de ermos,
composto
apenas de nós mesmos,
uns
joões batistas a pregar
para
as dobras de suas túnicas,
seu
deserto particular;
ou
cães latindo, noite e dia,
dentro
de uma casa vazia.
Nihil Obstat
Bruno Tolentino
É
preciso que a música aparente
no
vaso harmonizado pelo oleiro
seja
perfeitamente consistente
com
o gesto interior, seu companheiro
e
fazedor. O vaso encerra o cheiro
e
os ritmos da terra e da semente
porque
antes de ser forma foi primeiro
humildade
de barro paciente.
Deus,
que concebe o cântaro e o separa
da
argila lentamente, foi fazendo
do
meu aprendizado o Seu compêndio
de
opacidades cada vez mais claras,
e
com silêncios sempre mais esplêndidos
foi
limando, aguçando o que escutara.
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