O
escritor mexicano Carlos Fuentes tem uma receita pessoal para manter o
intelecto equilibrado: ler, ao menos uma vez por ano, o clássico D. Quixote, de
Miguel de Cervantes. "Ele abriu todos os caminhos do romance moderno e sua
obra mantém um frescor intacto: poucos livros, como D. Quixote, conseguem a
proeza de mostrar que a primeira leitura é insuficiente para o leitor absorver
toda sua riqueza", disse. Ele acabara de voltar de um périplo europeu de
lançamento de La Gran Novela Latinoamericana (Alfaguara Espanha, 400 pp., R$
58,60), em que oferece uma visão pessoal da história do romance escrito na
América Latina. A tradução do livro já está assegurada pela Rocco. No ensaio,
Fuentes exalta a importância de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de
Assis, como o melhor romance latino do século 19.
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Acervo de Glauber Rocha está todo em São Paulo
O que faltou para que o
acervo glauberiano fosse trazido para a Bahia, terra natal do cineasta?
No
dia 22 de agosto completa-se 30 anos da morte de Glauber Rocha. Nesse mês o
cineasta baiano certamente será muito lembrado e homenageado. Muitas matérias estamparão
jornais, sites e blogues do país. A primeira delas, nada agradável – pelo menos
é assim que a vejo – para os baianos, quem deu foi O Estado de São Paulo no
último dia 12. Abaixo, alguns trechos da matéria:
Originado da obstinação da mãe de Glauber em
fazer as palavras do filho ecoarem mundo afora, o Tempo Glauber, no Rio, (...)
sempre viveu na corda bamba. Desde o início do ano, não recebe recursos do
Ministério da Cultura destinados a seu custeio, o que faz com que a família
Rocha use dinheiro próprio para mantê-lo aberto, abrigando e difundindo sua
produção intelectual. Anteontem, a luz chegou a ser cortada. (...) Sem querer
arriscar um acervo riquíssimo salvaguardado por Dona Lúcia com doses iguais de
amor e meticulosidade, eles venderam em dezembro à Cinemateca Brasileira, por
R$ 3 milhões, roteiros, fotografias, manuscritos, poemas (cabem et ceteras) -
tudo digitalizado -, num total de 25 metros lineares reveladores do pensamento
e da poética do cineasta. A transferência para São Paulo já foi feita.
***
Em
relação ao acervo glauberiano, o que me intriga é o fato dele não estar aqui na
Bahia, em Salvador ou na sua cidade natal, Vitória da Conquista, onde a casa em
que o cineasta nasceu continua bem preservada, com um jardim lateral bem cuidado
e enormes janelas frontais ao estilo colonial.
Em
março de 2008, na abertura da exposição Glauber, Uma Revolução Baiana, no foyer
do Teatro Castro Alves, filha e mãe do cineasta, Paloma Rocha e Lúcia Rocha,
anunciavam que todo acervo do cineasta poderia vir para a Bahia, que "tudo
agora está nas mãos dos poderosos". Entre os tais "poderosos",
estava o secretário de Cultura do Estado, Marcio Meirelles, que fez o convite
para que acontecesse aquela exposição em homenagem aos 69 anos de Glauber. Na
abertura da exposição, Meirelles e familiares do cineasta assinaram um
compromisso de intenção para trazer o acervo digital do Tempo Glauber para
Salvador.
Segundo
o Jornal A Tarde de 14 de março de 2008, as conversas iniciais indicavam que havia
o interesse de que este ponto digital, que daria acesso aos quase 70 mil
documentos da produção intelectual do cineasta, fosse para a Diretoria de Artes
Visuais e Multimeios, mas a maior possibilidade é que fosse instalado dentro da
UFBA. Entretanto, em 2010 o acervo em questão foi adquirido pela Cinemateca
Brasileira, órgão do Ministério da Cultura, e foi para a sua sede em São Paulo.
Nada
contra a Cinemateca Brasileira, de belíssima história, onde tenho certeza que o
acervo de Glauber estará muito bem preservado, tampouco contra a cidade da
garoa, mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: o que faltou para que o acervo
glauberiano fosse trazido para a Bahia, terra natal do cineasta? Se alguém
puder nos responder...
Visite
o site do Tempo Glauber clicando AQUI.
AQUI
para ler ótimo texto do mestre André Setaro sobre Glauber Rocha.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
O Estado de São Paulo publica texto de Augusto de Campos sobre Oswald de Andrade
Conheci
"Oswáld" (não "Ôswald") em 1949, na companhia de Décio
Pignatari e Haroldo de Campos. Eu tinha 18 anos, Décio, o mais velho, 22. Fomos
apresentados a Oswald por Mário da Silva Brito, que nos levou ao apartamento do
poeta. Estava ainda muito ativo, defendendo o Modernismo e combatendo a
"geração de 45", em conferências e desaforadas crônicas
(Telefonemas), e às vezes aos risos e berros no Clube de Poesia, com o costumeiro
sarcasmo e muitos trocadilhos.
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OSWALD DE ANDRADE
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Entrevista com Ariano Suassuna
Imperdível entrevista no jornal O Estado de São Paulo com o grande mestre, defensor e divulgador da cultura brasileira de raiz. Eis o link, AQUI.
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