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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Beleza de entrevista de Carlos Fuentes para O Estado de S. Paulo


O escritor mexicano Carlos Fuentes tem uma receita pessoal para manter o intelecto equilibrado: ler, ao menos uma vez por ano, o clássico D. Quixote, de Miguel de Cervantes. "Ele abriu todos os caminhos do romance moderno e sua obra mantém um frescor intacto: poucos livros, como D. Quixote, conseguem a proeza de mostrar que a primeira leitura é insuficiente para o leitor absorver toda sua riqueza", disse. Ele acabara de voltar de um périplo europeu de lançamento de La Gran Novela Latinoamericana (Alfaguara Espanha, 400 pp., R$ 58,60), em que oferece uma visão pessoal da história do romance escrito na América Latina. A tradução do livro já está assegurada pela Rocco. No ensaio, Fuentes exalta a importância de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, como o melhor romance latino do século 19.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dom Quixote de la Inglaterra


Fonte: PublishNews - 27/07/2011

Em que aventuras se enredaria Dom Quixote se, em vez de na Espanha, houvesse vivido na Inglaterra do século seguinte? Em A história das aventuras de Joseph Andrews e seu amigo o senhor Abraham Adams (Ateliê Editorial/Unicamp, 386 pp., R$ 85 – Trad. Roger Maioli dos Santos), uma autodeclarada “imitação” do romance de Cervantes, Henry Fielding adapta o desvairado fidalgo da Mancha a seu país e sua época – tirando de cena os apetrechos de cavalaria andante e pondo no palco um distraído pároco rural que viria a consagrar-se como uma das máximas criações cômicas da literatura inglesa: o pastor Abraham Adams, ao mesmo tempo erudito e ingênuo, caridoso e pavio curto, sempre pronto a ministrar sermões em qualquer ocasião. Adams, em companhia do jovem Joseph Andrews, vive mil transes picarescos, com direito às brigas de taverna e aos terrores noturnos de Castela.