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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Colóquio sobre a obra de Jorge Amado


Estudiosos da obra de Jorge Amado já podem se inscrever para participar do Curso Jorge Amado 2011 – I Colóquio de Literatura Brasileira, uma iniciativa da Academia de Letras da Bahia (ALB) e Fundação Casa de Jorge Amado (FCJA), que ocorre nos dias 22 a 26 de agosto deste ano. As inscrições podem ser feitas através do preenchimento online de um formulário disponível no site da Fundação Casa de Jorge Amado. São 100 vagas para ouvintes e 30 como apresentador de trabalhos. O valor é de R$80,00 para apresentador e R$10,00 para ouvinte.
O encontro será dedicado ao estudo da obra amadiana e contará com a participação de escritores brasileiros e estrangeiros. Haverá mesas redondas, conferências, depoimentos e sessões de comunicações. Posteriormente, será lançada uma publicação reunindo os trabalhos apresentados.
Parte das comemorações pelos 25 anos de existência da FCJA, o colóquio marca também o início dos eventos em torno do centenário de Jorge Amado, celebrado em 2012. A ALB, a partir desta primeira edição, inclui o referido ao seu calendário oficial de cursos, devendo o mesmo ocorrer todos os anos, sempre em agosto, em homenagem ao mês de nascimento do escritor.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Quem merece ser membro de uma academia de letras?


Merval Pereira, quem diria, foi parar na Academia Brasileira de Letras. Ao ser eleito há poucos dias para uma cadeira da Academia Brasileira de Letras, o jornalista carioca, colunista de O Globo e comentarista do canal Globonews, tornou-se um dos temas mais comentados no meio literário. Virou assunto por reavivar uma antiga discussão: quem merece ser membro de uma academia de letras e quais os requisitos para isso?
Tudo porque Merval Pereira tem apenas dois livros publicados, um deles em co-autoria com outros autores. Embora isso, venceu com folga o renomado escritor baiano Antônio Torres, autor de 17 obras publicadas, entre romances, contos e crônicas.
A controvérsia deriva, na verdade, de um debate onde se destaca o componente político de uma eleição na casa. Um dos acadêmicos chegou a afirmar que "o Merval é um homem da mídia, alguém que, na política brasileira, tem importância”. E que “isso pesa para alguns acadêmicos."
Outra distorção histórica ocorreu com Mário Quintana. O poeta gaúcho, um dos maiores da língua portuguesa em todos os tempos, tentou por três vezes uma vaga à Academia Brasileira de Letras, mas não obteve êxito. Ao ser convidado a candidatar-se uma quarta vez, mesmo com a promessa de unanimidade em torno de seu nome, o poeta recusou.
Um caso clássico desse tipo de distorção é o do ex-senador e governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães que, por ter sido benfeitor da Academia de Letras da Bahia, teve lá o seu nome imortalizado.
Pelos interiores do Brasil a coisa piora, multiplicam-se as academias de letras, onde se acotovelam inúmeros alpinistas sociais, pessoas que buscam alguma visibilidade pública muitas vezes à força do dinheiro ou do poder político, mas que em nada contribuem com a língua ou literatura. São, em geral, políticos, advogados, jornalistas, professores, colunistas sociais, mas escritores com obras relevantes, como diria meu falecido pai, neca de pitibiribas