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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Orides Fontela e o Zen


Tenho lido e relido a “Obra Reunida” de Orides Fontela (editada pela Cosac Naify), uma poeta fatalmente influenciada pela filosofia zenista, um “Zen a meu modo”, como diz ela sobre “Bucólicos”, obra em que encontramos poemas como esse – abaixo – que se aproxima intensamente do haikai

A chuva
lavou-me
toda
sem deixar vestígios
de ontem

cuja diagramação bem poderia ser assim:

a chuva lavou-me
toda sem deixar vestígios
                            de ontem

Na obra da autora paulista, muitos outros poemas seguem essa estética concisa e significativa, cuja característica essencial é a naturalidade, a liberdade de artifícios e a expressão da própria vida

Semeio sóis
 e sons
na terra viva

 afundo os
pés
no chão: semeio e
passo

Não me importa a colheita

Sobre sua poesia Antônio Cândido disse o seguinte: Orides Fontela tem um dos dons essenciais da modernidade: dizer densamente muita coisa por meio de poucas, quase nenhumas palavras [...] Denso, breve, fulgurante, o seu verso é rico e quase inesgotável, convidando o leitor a voltar diversas vezes.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Graciliano Ramos - 75 anos de Angústia


Para comemorar os 75 anos da primeira edição de Angústia, de Graciliano Ramos, a Record lança uma edição especial do romance e abre o simpósio "Graciliano Ramos - 75 anos de Angústia", um ciclo de debates que percorrerá cinco capitais do país e levará ao público uma visão multifacetada sobre esta obra publicada pela primeira vez em 1936 quando Graciliano estava preso. Participarão dos debates os professores Elisabeth Ramos (neta de Graciliano), Erwin Torralbo Gimenez, Hermenegildo Bastos, Wander de Melo Miranda e Belmira Rita da Costa Magalhães, todos especialistas na obra do escritor alagoano.
O primeiro evento ocorre na Universidade de São Paulo nesta terça-feira, dia 20 de setembro, das 10h às 12h e das 14h30 às 17h, e será aberto com um depoimento do escritor, professor, ensaísta e crítico literário Antonio Candido.
Haverá ainda encontros em Brasília (22/9), Salvador (04/10), Maceió (06/10) e Belo Horizonte (26/10). Neste último, o ciclo será encerrado com a exposição "Graciliano - 75 anos de Angústia", no Saguão da Reitoria da UFMG, onde serão exibidos documentos, textos e objetos do autor. Aqui na Bahia, o depoimento de abertura ficará a cargo de Hélio Pólvora.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O exercício crítico segundo a cátedra


O Estado de S. Paulo - 13/08 – Antônio Gonçalves Filho

O professor de literatura da Uerj e crítico literário João Cezar de Castro Rocha, acaba de lançar um livro que deve provocar incômodo no meio universitário, Crítica literária: Em busca do tempo perdido? (Argos, 443 pp., R$ 49). Tudo porque, ao analisar a polêmica iniciada em 1948 por Afrânio Coutinho contra o "impressionismo" dos rodapés literários publicados pelos jornais da época, assinados por críticos como Álvaro Lins, atestou que ela não acabou. Os acadêmicos, de modo geral, desconfiam da clareza do texto jornalístico e preferem se dedicar ao ensaísmo para poucos. O que Castro Rocha propõe é atualizar as lições de Antonio Candido e Mário Faustino, imaginando uma crítica literária insubmissa ao cânone, ideologicamente independente e disposta a um corpo a corpo com o texto.
Clique AQUI para ler a entrevista

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mestre Antônio Cândido irá mesmo à FLIP e falará sobre Oswald de Andrade

Manuel da Costa Pinto, curador da FLIP, apresentou na manhã de hoje, dia 19, a programação completa da 9ª edição da festa. O crítico Antonio Candido, para a felicidade geral dos amantes da literatura, fará mesmo a abertura, oportunidade em que falará sobre Oswald de Andrade, o homenageado na festa.

Confira a programação completa da Flip, Flipinha e Flipzona CLICANDO AQUI.