O Estado de S. Paulo - 13/08 –
Antônio Gonçalves Filho
O
professor de literatura da Uerj e crítico literário João Cezar de Castro Rocha,
acaba de lançar um livro que deve provocar incômodo no meio universitário,
Crítica literária: Em busca do tempo perdido? (Argos, 443 pp., R$ 49). Tudo
porque, ao analisar a polêmica iniciada em 1948 por Afrânio Coutinho contra o
"impressionismo" dos rodapés literários publicados pelos jornais da
época, assinados por críticos como Álvaro Lins, atestou que ela não acabou. Os
acadêmicos, de modo geral, desconfiam da clareza do texto jornalístico e
preferem se dedicar ao ensaísmo para poucos. O que Castro Rocha propõe é
atualizar as lições de Antonio Candido e Mário Faustino, imaginando uma crítica
literária insubmissa ao cânone, ideologicamente independente e disposta a um
corpo a corpo com o texto.
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